Chá de espinheira-santa: como preparar na xícara
Como preparar chá de espinheira-santa em casa: proporção por xícara, tempo de infusão, combinações de sabor e quem conversa antes com um profissional.

O chá de espinheira-santa se faz por infusão, com a água quente retirada do fogo antes de ferver forte. A proporção que aparece no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (Anvisa), é de 1 a 2 g de folhas secas — mais ou menos uma colher de chá bem cheia — para uma xícara de 150 ml, tampada, de 5 a 10 minutos. Depois é só coar e beber.
O sabor: amargo suave, de quintal brasileiro
A espinheira-santa é um arbusto brasileiro, comum no Sul e no Sudeste, e as folhas rendem um chá de amargo leve, meio "verde", com fundo herbáceo que lembra mate claro. É daqueles que dividem opinião na primeira xícara: tem quem ache seco demais, tem quem goste justamente do amargo honesto. Vale testar puro e quente antes de decidir, porque com açúcar você acaba provando o açúcar.
Como preparar o chá de espinheira-santa sem perder o aroma
Folha de chá e fervura forte não combinam. Quando a água borbulha muito, o aroma sobe para a cozinha em vez de ficar na xícara, e o amargo fica mais áspero. Por isso a dica de desligar o fogo assim que começarem as primeiras bolhas e de tampar a xícara enquanto a infusão acontece — um pires por cima já resolve.
Combinações pelo sabor
Para arredondar o amargo
- Com erva-doce: deixa o gole mais macio e adocicado sem açúcar.
- Com hortelã fresca: fica mais leve e refrescante.
- Com casca de laranja desidratada: dá um toque cítrico ao fundo herbáceo.
- Gelado, na garrafa, com gelo e rodela de limão.
A versão gelada costuma ser a porta de entrada de quem não curtiu o chá quente. Faça a infusão normal, espere amornar e leve à geladeira numa garrafa com limão. Deixar essa garrafa à mão na mesa de trabalho ajuda quem passa a tarde inteira sem lembrar de beber água.
Quem conversa antes com um profissional
Erva é alimento, mas não é brinquedo. Gestantes e lactantes não devem usar espinheira-santa — a contraindicação em gestação e lactação está na monografia de Maytenus ilicifolia no Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (Anvisa). E quem toma remédio de uso contínuo faz bem em conversar com o médico ou o farmacêutico antes de incluir a erva na rotina da semana.
No fim, o que a gente está sugerindo aqui são cinco minutos sentada com uma xícara na mão e o celular virado para baixo. A espinheira-santa entra como desculpa gostosa para essa pausa existir no meio da terça-feira. Se o amargo não for a sua praia, troca a erva e mantém o ritual — ele é a parte que cabe no seu dia.
Preparo
- Preparo
- 10 min
- Rende
- 1 porção
Ingredientes
Modo de preparo
- Coloque as folhas secas na xícara ou no infusor.
- Aqueça a água e desligue antes de ela ferver forte.
- Despeje sobre as folhas e tampe com um pires.
- Deixe em infusão de 5 a 10 minutos.
- Coe e beba devagar, puro ou com a erva-doce.
- Para a versão gelada, espere amornar, leve à geladeira e sirva com gelo e limão.
De onde vem a informação
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (Anvisa) — proporção e modo de preparo da infusão
- Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (Anvisa) — monografia de Maytenus ilicifolia (espinheira-santa): contraindicação em gestação e lactação

