Chá de erva-cidreira: qual é a melissa e como preparar
Três plantas atendem por erva-cidreira no Brasil. Veja como identificar a melissa no rótulo, fazer o chá de erva-cidreira por infusão e variar o sabor.

Se o pacote do seu armário diz apenas "erva-cidreira", vale olhar de novo antes de ferver a água. No Brasil, mais de uma planta responde por esse apelido, e a do chá de hoje é a melissa (Melissa officinalis), de folha redondinha e aroma cítrico-adocicado. O nome científico quase sempre está no rótulo, em letra miúda, logo abaixo do nome popular.
Chá de erva-cidreira: qual planta é a sua
O que o rótulo (ou a folha) entrega
- Melissa officinalis: folha redondinha, meio enrugada, cheiro cítrico-adocicado quando você amassa entre os dedos. É a melissa, a estrela daqui.
- Cymbopogon citratus: folha comprida, dura, com borda que quase corta a mão. É o capim-cidreira, também chamado de capim-santo.
- Lippia alba: a chamada falsa-erva-cidreira, de folha pequena e aveludada, comum em quintal.
Na feira, as três atendem pelo mesmo apelido, e isso vem de um costume regional antigo, passado de avó para avó. Quer dizer que o pedido "me vê uma erva-cidreira" pode voltar com qualquer uma delas. Se o que você procura é aquele aroma cítrico mais delicado, procure a melissa pelo nome científico, porque o sabor das outras duas no copo é bem diferente.
Como preparar por infusão, sem perder o aroma
Infusão é quando a água quente encontra a folha fora do fogo. Aqueça a água e desligue antes de ferver forte, nas primeiras bolhinhas. O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (Anvisa), descreve a infusão das folhas de melissa com 2 a 4 g em 150 ml de água, o que na cozinha dá mais ou menos 1 a 2 colheres de chá de folha seca por xícara. Depois é só tampar e esperar de 5 a 10 minutos.
Combinações que viram ritual
Testa uma por dia
- Melissa + uma tira de casca de limão, para reforçar o lado cítrico.
- Melissa + duas folhas de hortelã, que deixa o fim de boca mais fresco.
- Melissa + rodela fina de maçã, bom para quem gosta de chá levemente adocicado sem açúcar.
- Melissa + um pedacinho de gengibre, quando o dia está frio.
Se você gosta de doce, o mel entra depois, com o chá já morno, porque assim o sabor fica mais delicado. E tem a versão gelada: faça a infusão, deixe esfriar e leve na garrafa junto com a água do dia. Muita gente bebe mais líquido quando a garrafa tem sabor, e esse é um motivo bem legítimo para preparar um chá.
O fim de tarde como marcador do dia
A melissa combina com aquele horário em que o dia começa a virar noite e você ainda tem uma lista de pendências. A ideia aqui é pequena: o tempo da infusão já é a pausa. Cinco minutos tampada, xícara na mão, celular na mesa com a tela para baixo. Nada de transformar isso em mais uma meta na agenda.
A ação de hoje leva o tempo de uma xícara: abra o armário e leia o nome no rótulo do seu pacote. Descobrir qual das três você tem em casa já muda o que esperar do sabor na próxima vez. Conteúdo educativo sobre hábitos. Não substitui orientação de profissional de saúde.
Preparo
- Preparo
- 10 min
- Rende
- 1 porção
Ingredientes
Modo de preparo
- Aqueça a água e desligue o fogo antes de ferver forte, quando começarem as primeiras bolhinhas.
- Coloque as folhas de melissa na xícara, junto com a casca de limão, a hortelã ou a maçã, se for usar.
- Despeje a água quente sobre as folhas e tampe a xícara com um pratinho.
- Espere de 5 a 10 minutos, coe e prove.
- Adoce com mel só depois, com o chá já morno.
De onde vem a informação
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (Anvisa) — monografias de Melissa officinalis e Cymbopogon citratus
- Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (Anvisa) — preparo por infusão das folhas de Melissa officinalis (2 a 4 g em 150 ml)
